Lista U como única candidatura às eleições 25/26
- Editorial da AAATLA

- 23 de set.
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Atualizado: 1 de out.
A Associação Académica da Atlântica (AAATLA) prepara-se para um novo ciclo de gestão e associativo com eleições marcadas para os dias 6 e 7 de outubro, entre as 10h00 e as 22h00. A afixação dos resultados ocorrerá até 8 de outubro, abrindo depois espaço para reclamações até dia 9, decisões definitivas a 10 e, caso haja investigações, a sua conclusão até 13.

No papel, a tomada de posse dos novos órgãos sociais está agendada para 14 de outubro, cumprindo a exigência estatutária, mas tudo indica que a cerimónia "política" e simbólica poderá acontecer apenas mais tarde, muito provavelmente após a realização da primeira Assembleia de Estudantes, momento em que serão discutidos e aprovados o Plano de Atividades e o Orçamento para 2026.
A Lista U, única candidatura apresentada (com 30 assinaturas), apresenta-se à comunidade estudantil com uma proposta de continuidade, mas também com sinais de renovação estratégica.
O plano apresentado pela Lista U define sete eixos de intervenção: reforço do voluntariado e solidariedade, incentivo à criação de novos núcleos estudantis, lançamento de equipas desportivas oficiais, melhoria dos espaços académicos, dinamização de eventos sociais e lúdicos, fortalecimento da representatividade externa e reforço das estruturas de apoio estudantil. Estas medidas pretendem dar continuidade ao trabalho iniciado no mandato anterior, apostando numa associação mais inclusiva, dinâmica e próxima da realidade dos alunos.
A proposta eleitoral da Lista U não surge isolada. Nas últimas Assembleias de Estudantes foram aprovadas resoluções estruturantes que moldam o futuro da associação, como a criação da Editorial da AAATLA, a implementação da votação eletrónica e assinatura digital, o desenvolvimento de estruturas de Apoio ao Estudante, a dinamização da Loja Académica, e ainda a digitalização de todos os processos de arquivo e fiscalização.
Francisco Bonito, estudante do 4.º ano da licenciatura em Enfermagem, volta a assumir-se como candidato a Presidente da Direção, numa escolha que não surpreende, fruto da sua experiência e do desempenho no último mandato.

Ao seu lado, como Vice-Presidente, surge Mariana Branquinho (4.º ano, Enfermagem), cuja nomeação era esperada. Pela primeira vez, desde 2023, não há nenhum estudante do 3º ano na Presidência da Direção.
Na Tesouraria, a aposta mantém-se em Beatriz Atabão (4.º ano, Enfermagem), destacada pela sua gestão financeira considerada exemplar, enquanto uma das novidades é a nomeação de Eduardo Rossas (2.º ano, Enfermagem) para Vogal da Direção — uma aposta fortíssima, interpretada como sinal claro de rejuvenescimento e de aposta estratégica no futuro da AAATLA.

Na Mesa da Assembleia de Estudantes (MAE), liderada por Leonor Cotrim (4.º ano, Enfermagem), a renovação também é visível. Rosanete Francisco (3.º ano, Enfermagem) assume a Secretaria, uma nova aposta considerada “sangue fresco” para revitalizar o órgão máximo da vida democrática estudantil.
Filipa Matos (4.º ano, Enfermagem) mantém-se como Vice-Presidente, e Raúl Pinto (4.º ano, Enfermagem) como Relator, consolidando uma equipa que conjuga experiência com novas perspetivas.
Surgem ainda potenciais novos coordenadores e responsáveis: Joana Pires poderá assumir a Coordenação de Eventos, Inês Felício o setor recreativo, enquanto na área do voluntariado surgem os nomes de Daniela Horta como possível Coordenadora e Inês Cordeiro como responsável operacional. Destaque ainda para André Castro, apontado como futuro Responsável pelo Apoio ao Finalista, e para a integração da Tuna na estrutura da AAATLA, que passará a ter um representante próprio.
O Conselho Fiscal, por sua vez, deverá contar com dois estudantes de mestrado, em conjugação com estudantes de cursos de várias áreas — Enfermagem, Fisioterapia, Proteção Civil e Gestão — assegurando, assim, um grupo diversificado, coeso e "inter-geracional", capaz de conjugar experiência com renovação.
O GIAHC (Gabinete de Investigação Académica, Humana e Criativa), proposto e aprovado pelos estudantes em Assembleia de Estudantes (Resolução nº. 06/2025-AE), afirma-se como a estrutura responsável por transformar ameaças em oportunidades, acompanhar as tendências académicas, sociais e científicas, e promover a sustentabilidade, capacitando os estudantes através de dinamização de formação integrativa que cruza diferentes áreas do saber.
Apesar de a formalidade apontar para uma posse imediata a 14 de outubro, cresce a convicção de que só após a Assembleia de Estudantes que aprovará o Plano de Atividades e Orçamento de 2026 fará sentido a apresentação pública e simbólica da nova Direção.
Assim, a AAATLA poderá iniciar o ano letivo não apenas com novos rostos, mas com um projeto legitimado pela deliberação coletiva, em linha com os princípios de representatividade, transparência e responsabilidade que os Estatutos e as recentes resoluções da Assembleia de Estudantes procuram consolidar.
No horizonte, não se descarta a possibilidade de haver duas Assembleias distintas num curto espaço de tempo: uma que poderá ocorrer antes das eleições, possivelmente a pedido da atual Direção (segundo apurou a Editorial), e outra certamente logo após a posse, dedicada à aprovação do programa e do orçamento.
O calendário, a composição dos órgãos e a dinâmica das futuras Assembleias indicam que este poderá ser um dos anos mais estruturados e previsíveis da história recente da AAATLA — e que a Lista U, única em competição, terá a responsabilidade de transformar essa estabilidade em crescimento efetivo para a comunidade académica.



